Em 1989, Chico Lins foi convocado para o Sul-Americano de
Futebol de Salão. Essa foi a última convocação do catarinense. Até o mundial de
2000, na Guatemala, a Confederação Brasileira de Futebol de Salão não permitia
que jogadores que atuassem fora do país estivessem na seleção.
Na época em que foi convocado, Chico jogava na Perdigão, mas
ele não teve sorte, uma contusão no adutor fez ele ficar de fora da seleção e
dois meses parado.
– Foi uma tristeza. Ainda mais porque a forma como me
machuquei foi muito boba, em um aquecimento em um dia de muito frio em Videira, e aí eu perdi a oportunidade na seleção. Em dezembro recebi um convite para ir
para a Espanha junto com o Fabinho. Porém, recebemos também uma certa ameaça da
confederação brasileira, dizendo, se vocês forem, não serão mais convocados para a
seleção – lembra Chico.
Para ele, era difícil resistir ao salário oferecido pela
Europa e para ficar no Brasil somente com a possibilidade de jogar uma
Olimpíadas. Como isso nunca aconteceu, Chico não voltou para disputar um
campeonato brasileiro em sua melhor fase. Somente em 1999, com 35 anos, ele retornou
ao Brasil para jogar no Vasco.
– Naquele tempo realmente jogador que atuava fora do Brasil
não era convocado para a seleção. Eu acho que era opção da Confederação não
querer o Chico jogando na seleção, como também dos outros brasileiros que
estavam no exterior – analisa Valci Moreira, primeiro técnico do Chico no
Colegial.
Marcos Sorato, o Pipoca, atual técnico da seleção
brasileira, jogou com Chico Lins durante seis temporadas. Eles moraram juntos
na Espanha, e foi Chico que o levou para o time Caja Toledo.
Para Pipoca, faltou no currículo vitorioso da dupla jogar pelo Brasil:
Para Pipoca, faltou no currículo vitorioso da dupla jogar pelo Brasil:
– Na nossa carreira faltou jogar em uma seleção, mas ao
mesmo tempo tenho consciência de que hoje, eu sendo treinador da seleção, em algum
momento a gente seria convocado se tivéssemos jogado no Brasil. Mas o Brasil
foi soberbo e não convocava jogadores de fora do País. Perdemos o Mundial de
2000, na Guatemala, para aí sim convocarmos jogadores de fora. Porque muito
jogadores que defenderam a Espanha poderiam defender a seleção. Mas, fica a
certeza que a gente poderia ter participado da seleção em algum momento – ressalta
Pipoca.
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